Froz Sobrinho cumpre decisão do CNJ e afasta investigados da Operação 18 minutos

Nonato Aguiar

Nonato Aguiar

- Folha do Município

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Froz Sobrinho, afastou os desembargadores, juízes e assessores acusados no bojo da operação 18 minutos, que investiga corrupção do judiciário maranhense que em decisões suspeitas teriam dado prejuízo de mais de R$ 14 milhões ao Banco do Nordeste.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, determinou o afastamento com prazo de cinco dias.

O TJMA comunicou que ao longo da quarta-feira (14) e quinta-feira (15), deu cumprimento às determinações administrativas e em tudo que lhe cabia. “O Tribunal de Justiça reafirma seu compromisso com os princípios de transparência e probidade administrativa, e seguirá colaborando com a operação no que for cabível”, disse por meio de nota.

As fraudes envolveriam manipulação na distribuição da relatoria dos processos, correções monetárias calculadas sem justificativa, aceleração seletiva dos processos e expedição de alvarás milionários.

O ministro João Otávio de Noronha, relator do processo no STJ, solicitou a quebra de sigilo telefônico de investigados e limitou o contato entre os acusados e o acesso dos magistrados às dependências do TJMA.

Estão citados nas investigações os desembargadores Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa e Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, Marcelino Everton Chaves e Luiz Gonzaga Almeida Filho, os juízes Alice de Sousa Rocha e Cristiano Simas Rocha e o ex-juiz Sidney Cardoso Ramos.

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